Estou sumido, perdido por aí, ok? Poesia, contos e outras coisas em breve…
obrigado.
Recebi um convite muito legal para o lançamento de um livro da professora Ana Paula Ferrari e seus alunos, o livro se chama Beleza à venda: auto-estima não tem preço. Segue a descrição como chegou até mim:
O livro “Beleza à venda: auto-estima não tem preço” (Ed. Thesaurus , 84 p.) é o resultado de uma discussão ampla e sensível sobre a discriminação estética, com a participação de 18 autores, entre 20 e 35 anos de idade. O lançamento ocorrerá nos próximos dias 21, 22 e 24 em Brasília (DF). O livro estará disponível na feira do livro, que acontece a partir do dia 29, e no site da editora.
A obra revela, por meio de histórias de vida, a face obscura da discriminação estética, que se incorporou de tal forma na sociedade de informação atual ao ponto de parecer invisível ou sem importância significativa. O livro aborda o tema em três grandes ambientes: no mundo do trabalho, nos bancos escolares e na vida social.
Pelas mãos dos autores, as vitimas ganham voz pública e expõe seus sentimentos e suas memórias. “Este livro é um primeiro passo na trilha da dignidade social, onde esperamos resgatar o protagonismo dos personagens e construirmos uma convivência ética e saudável”, defende a organizadora da obra, Ana Paula Ferrari.
Segue maior descrição do livro e o convite para o lançamento do livro depois do pulo.
Clique aqui para ler a continuação de “Convite!”
Meu foco para esse blog ultimamente tem sido alguns contos e poesias, mas hoje abro espaço para um vídeo de um grande ativista político da internet brasileira (eita), o Claudio do conhecido Gulp. Motivo? Ele fez um vídeo super importante…
O pulso ainda pulsa…
Um amor intimista, irreparável pelos olhos da raiva, um amor (i)mutável. Quero ser o chão para um só par, sentir o que é ser brisa para um só rosto e, mesmo assim, ser o único sentimento para uma só razão. Um amor de música, um amor de poesia, quero poder senti-lo dia e noite, noite e dia. Sentir com o orgulho dos pequenos e a alma dos grandes. Seguir em direção oposta aos espinhos, que furam de amor e de vida. Quero um amor de perfume, daqueles que passam e cravam direto no peito que quer parar de bater sentindo aquela essência. Um essência de Herrera, uma primeira luz de Givenchy. Quero um amor de novela, com altos e baixos, trancos e barrancos de teste, pouco importando a poeira em movimento, ressaltando a paciência e persistência do querer junto, do querer eterno.
Que seja amor de rosto ou de sombra, quero amor que junto à vida, espelhem um pouco do que temos além da nossa eterna linha.
M.
(Pablo Emílio)blá blá blá
Poucas forças no mundo fazem alguém reagir. Uma delas é a saudade. Estranha, meio triste e satisfatória ao sentir. Significado e significante, para quem sabe observar.
Sofro eternamente de saudade. Dos bons tempos que (nunca) tive, das (boas) risadas que dei, dos ótimos abraços (que recebi e dos finais saciadores) que tive a sorte de escrever. A saudade hoje me leva a caminhos impensáveis, seja em uma UTI, posta em uma cama pouco aconchegante, ou em um aeroporto em que todos os aviões não embarcam e decolam por mim. A saudade anulou as minhas pernas e objetivou a minha vontade de permanecer aqui, em sombra, pisando em tacos de madeira que tendem a congelar os meus pés brancos. Mas a saudade também me orgulha, me humaniza a cada dia, a cada lágrima de alegria ou tristeza, a saudade faz o corpo levantar e caminhar mesmo que a mente tenha medo de abrir portas e encarar as intermináveis ruas.
Saudade, cruze teus braços, firme as tuas pernas porque as minhas estão em ação, meus olhos não vão se fechar enquanto você não demonstrar todo seu sorriso, toda a sua cura. Não cravo palavras em teu peito, não busco o seu espaço, apenas espero compreensão e saudosismo de quem fica. Saudade, estou aqui.
(Pablo Emílio) de Mattos
nenhum sentimento é ruim, nenhum coração é cruel,
chegará ao fim da estrada, se você souber o que fazer com ele(s)
(Pablo Emílio) de Mattos
Com o frio seco do início do segundo semestre em Brasília e o nervosismo de não conseguir afastar o mal de quem não o merece, surge uma agonia que faz os pés e as mãos tremerem junto com o peito, que começa a latejar devagar, pulsando sensações ruins e repetindo-as várias vezes. Com o medo de uma reação mais séria, a cama parece o melhor caminho.
O corpo deitado tentando se esquentar, lembra contente como já havia acontecido em outra ocasião, no mesmo lugar com a sua linda amada nua. Agora o corpo luta sem o lindo par de seios quentes para esquentarem o seu peito. A melhor saída é um grosso edredom de solteiro, enquanto o frio assola toda a casa. Os pés esfregam forte no colchão, buscando apenas atrito e calor. Aos poucos o corpo corresponde a necessidade de se manter quente, a dor parece inimiga distante e a sensação de conforto e calma tomam conta aos poucos. A respiração mais serena e imperceptível ao corpo que antes chorava, dita o compasso de uma melodia calma que exalta olhares e suspiros alheios.
Agora vem a preocupação com o mundo, a incerteza se a porta está realmente trancada torna-se um desafio para qualquer mente. Fechar os olhos para o atual, seguir minutos e, talvez, horas atrás da imagem e da certeza de que realmente virou as chaves e que a segurança é real. A imagem não vem, a incerteza é mais real e fica o combate entre largar o calor e o conforto em troca da -suposta- segurança. Que peso vale mais a pena, ter uma boa noite de descanso e sossego ou passar por sensações chatas outra vez em troca de certezas e possíveis correções?
A mente não pára de pensar e os olhos já não sabem pra onde seguir, a visão cada vez mais turva e o mundo mais distante, revelam o cansaço e o sono que chegaram de vez e acabam dominando. O corpo que doeu, pensou e sofreu não aguentou mais e dormiu. A incerteza foi um quinhão que adormeceu e ninguém mais sentiu falta: nem a mente e nem o corpo quente.
A porta está trancada.
(Pablo Emílio) de Mattos
Uma dose de irrelevância
É um gole de insegurança
Faça as contas.
Hoje eu tive um sonho divino. Deus era negro e magro, fumava cigarro filtro-branco e me recomendava boas atitudes. Não aquelas que abraçam 10 e chutam 5, mas sim as que abraçam 15 e preparam outros 15 adiante. Perguntava sobre sua forma e aparição, logo me respondeu que eu não devo imaginar nada, que eu deveria botar na tela apenas o que eu já vi, sem preconceitos, sem imaginação fértil e esteriotipada. Perguntei sobre todas as perspectivas de vida, e ele surpreendentemente me disse uma palavra: “morte“. Mas o que seria tudo isso? Que Deus é esse que fuma e me pede boas atitudes, e que vê a morte como perspectiva seguida à vida?
Ele disse que as minhas dúvidas e convicções o mundo é quem faz, e sua irrefutável imagem estaria apenas contracenando com a ‘normalidade’ do mundo. Com a semântica das palavras, antíteses comuns ou com o semblante de curiosidade ao se pensar no big-bang, por exemplo.
Deus termina o sono dizendo “vá e não prescreva o que não é do bem, seja firme e faça com que qualquer imagem suja possa se limpar, a partir daí, felicidade eterna irá mostrar-se como maior perspectiva de vida”.
(Pablo Emílio) de Mattos
As vezes nada mais me faz feliz
Recuso a dor de ter alguém
Buscando alguns sonhos além,
Do fim que você sempre me diz
Quero ir adiante!
Leve todo esse desespero e pudor
Se continuar a sentir alguma dor,
Saia sem modificar o semblante
Vou me trancar no quarto
Encher-me do que não devo
Vou tomar os sonhos que não lembro
Ao brindar com almas que não detenho
Quero só uma dose de emoção
Algo que me tire da nostalgia
De te ver passar noite e dia
E não poder seguir em contra-mão
(Pablo Emílio) de Mattos
Um pouco de toda complexibilidade e simplicidade da vida por alguém que observa o mundo com olhares de estranhamento e curiosidade. Tecnologia, produtividade, literatura e qualquer assunto que mereça maior atenção. Visões e debates não serão deixados de lado. Leia e participe!